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16 fevereiro, 2011

"Mashups" invadem nossos clássicos da literatura.

É uma espécie de adaptação, paródia ou "mistureba" - ou ainda; "re-mistureba".
Sinceramente não sei se gosto. Só lendo... A princípio, causa-me grande antipatia saber que obras literárias como: Senhora - de José de Alencar; O Alienista e Dom Casmurro - de Machado de Assis e A Escrava Isaura - de Bernardo Guimarães foram "reescritas" por terceiros e, pior, num prazo pré estipulado de dois meses. Digo "pior" porque de certa forma tira toda a Graça da arte enquanto inspiração e lhe atribui um caráter mecânico e objetivo demais - no caso, levar os jovens a conhecer e gostar dos citados autores e livros.

Vale a pena assistir o vídeo - da Globo News -, compreender melhor o assunto e tirar suas próprias conclusões.


07 fevereiro, 2011

Arte Egípcia [Arte do antigo Egito]



Bacana a arte egípcia... Não se sabe o nome dos artistas mais importantes e imortalizados em suas obras imortais...

É interessante que tais artistas em suas obras tinham como "principal inspiração" a imortalidade.



Alguma sugestão de leitura:
Blog do Uchoa
Arte Egípcia
A Arte Egípcia - Brasil Escola
Imagens de Arte Egípcia
Arte Egípcia - InfoEscola

15 outubro, 2010

"Aos mestres, com carinho..."













Professor

Carlos Drummond de Andrade



O professor disserta

Sobre ponto difícil do programa.

Um aluno dorme,

Cansado das canseiras desta vida.

O professor vai sacudi-lo?

Vai repreendê-lo?

Não.

O professor baixa a voz

Com medo de acordá-lo.

02 maio, 2009

Geir Campos e a geração de 45 [link de atalho]

Amigos,

O Prof. Jayme Bueno postou em seu blog um espetacular texto sobre o poeta Geir Campos.

O texto nos ajuda a contextualizar ainda mais o post que coloquei sobre POETAS DE 45.

Vale a pena conferir!!Link: http://jaymebueno.blogspot.com/2009/04/geir-campos-e-geracao-de-45.html

28 fevereiro, 2009

Alexandre Spinelli


Alexandre Spinelli,
é um escritor de Porto Alegre - RS , 38 anos, que pode se autodefinir assim: "A vida, sem nome, sem memória, estava sozinha. Tinha mãos, mas não tinha em quem tocar. Tinha boca, mas não tinha com quem falar. A vida era uma, e sendo uma era nenhuma.Então o desejo disparou sua flecha. E a flecha do desejo partiu a vida pela metade, e a vida tornou-se duas.As duas metades se encontraram e riram. Ao se ver, riam; e, ao se tocar, também." Eduardo Galeano[1]. Em seu trabalho de escritor, escreve poesias, contos, crônicas e textos teatrais[2]. Uma de suas crônicas me ecantou. Sua sensibilidade achou em minha subjetividade uma espécie de catarse. E, também, uma chamada de atenção aos educadores para que, além de proporem a arte, proponham também o respeito a esta tão importante forma de linguagem que sai do cerne daquele que se propõe a fazê-la com seriedade. Vaias e risos cruéis só desestimulam a criatividade. Na infância é algo muito comum. Mas, pode acarretar danos psicológicos para uma vida inteira. Nós mesmo - adultos - nos ressentimos dos comentários irônicos e maldosos... E, principalmente, da arrogâcia dos que se acham muito melhores e nos ignoram. Inclusive, falo dos famosos. Pois, há na internet talentos a olhos vistos que são desconsiderados por pessoas que têm poder na mídia de trazerem tais artistas ao mundo aqui fora. Porém, não o fazem... Enfim... Passemos à belíssima e poética crônica de Alexandre Spinelli.
O Palhaço Nu




O palhaço perdeu o nariz e se sentiu nu. Estava ali, sozinho, no centro do palco, luzes nele, quando se viu assim: nu, sem o nariz. Nunca a platéia fora tão grande, nunca tantos olhares se dirigiram para ele. E ele ali, nu, e a platéia e as luzes e o palco enorme à sua volta. E ele, centro da vergonha. E riam e todos riam e riam muito. E ele não achava graça alguma. Só vergonha e constrangimento. E riam às gargalhadas dele. Quanto maior seu constrangimento, quando maior sua vergonha, mais riam. Ele só fazia esconder seu nariz com as mãos, como Adão. E se sentia tão nu, ali no centro, mãos cruzadas sobre o nariz, que se viu trançando as pernas, encolhido: algo além do sexo estava exposto. Estava ali, totalmente desnudo e, em troca, recebia risos, os risos que ele nunca quisera. Já sem saber como sair daquela situação, viu uma criança escapar da platéia, correr ao seu encontro e lhe pular nos braços. E foi obrigado a tirar as mãos do rosto, para que a menina não caísse e, assim, lhe pegou no colo. Ela o olhou bem dentro dos olhos e sorriu: - Sr. Palhaço, o senhor não precisa ter vergonha. Nós te amamos além do nariz. Não é ele que te faz palhaço. Ele sorriu, meio desapontado, constrangido, sorriu. Ela subiu as mãozinhas até seu nariz, para lhe tapar. Suas mãos formaram uma conchinha sobre ele. Bem redondinha. Depois lhe olhou novamente e sorriu. Suas mãos eras vermelhas, brilhantes, seus olhos também. - Palhaço, vai, ria, faça com que riam contigo, da tua arte e nunca mais de ti, da tua vergonha. E, enquanto falava, ela foi sumindo. Restaram suas mãozinhas vermelhas, restaram seus olhinhos, sempre à sua frente. Sempre que hesitava, os olhinhos da menina anjo estavam ali, sorrindo, incentivando, lembrando que ele devia seguir adiante. E o palhaço sorriu e riu e gargalhou. E foi tanta alegria, que toda platéia chorou.
http://escritosporescrever.blogspot.com/ Alexandre Spinelli visite o site

[1] Texto que consta em seu perfil do Orkut.
[2]Material que consta no site do escritor.
Agradeço a Alexandre a autorização da postagem em meu blog. E, convido-os a visitarem o site do escritor.

29 novembro, 2008

Arte e Poesia.



A arte da poesia e a poesia da arte.

[por Taninha Nascimento]

Sempre que trato desse assunto me pergunto: mas... O que vem a ser arte?

Podemos voltar ao início da civilização e pensarmos sobre nossos antepassados mais remotos e, tentarmos focar nosso olhar em toda a ação humana sobre aquele mundo; aquela realidade. E... Pronto! Eis a arte! Esta, caminhando junto aos primeiros passos da linguagem e do conhecimento, formou e continua a formar o que vem a ser o nosso acervo cultural. Acervo este, para sempre inacabado. Resultado de nossas mais simples e complexas necessidades de seres pensantes e vivos - resultantes e envoltos nas mais diversas circunstâncias sociais, físicas e emocionais.

Para mim, o que pode distinguir um ser racional de um irracional é a arte – que está diretamente ligada à inteligência e à sensibilidade. Arte, inteligência e sensibilidade, “os três pilares da humanidade”. Penso até, que um não dependa totalmente do outro, entretanto, a ausência de um deles, empobrece qualquer ação humana.

Experimente tirar de um Van Gogh, a arte ou a inteligência, ou ainda, a sensibilidade... Impossível, não? Tente agora, com Shakespeare; com Bach; com Einstein; com Freud; com Nietzsche; Machado de Assis; Aleijadinho; Niemayer; Chico Buarque; Ronaldinho [gaúcho ou carioca]; Airton Sena... E, por aí vai... Você acha possível? Simplesmente, não seriam eles... Óbvio e claro.

Tente agora, acrescentar a arte, a sensibilidade e a inteligência a Hitler... Pois é... Você dirá: “Inteligente, ele foi...”. Porém, será que lhe faltou a arte aliada à sensibilidade? Pois artista, ele também o foi e , conversando com um amigo, ele me acrescentou que Hitler amava a arte "clássica e neoclássica", mas sem as emoções trazidas pelo expressionismo, por exemplo... [ o que , com certeza, um bom psicólogo saberia explicar...] . Arraigada estava nele, a arte criminosa aliada à inteligência...

Pois é... Por isso, eu digo que são os três pilares, posto que na ausência de um, modifica-se todo o perfil desse alguém. Mas nada disso [sobre estes "três pilares"] pesquisei, hein! É uma “tese” apenas. Nem isso. É algo intuitivo. É um “pensar alto”...

Bem, voltando ao assunto, vamos falar especificamente da poesia. Afinal, o que vem a ser poesia e onde ela se encontra?Alguns podem responder precipitada e equivocadamente: “Ora, a poesia encontra-se nos versos e prosas”... “Nas rimas”... Sim, claro! Mas, não apenas nestes. A poesia está nas mais simples ações cotidianas, as quais nem precisam, em minha opinião, de palavras para expressa-las... Quem não vê poesia na natureza? Nas telas, esculturas, nas sinfonias, nos aviões?E numa simples pipa no céu?...Enfim... E nos Homens e nas suas ações ?[crianças, jovens, moços e velhos]... Ah... A poesia está em nosso dia-a dia. Que, muitas vezes é cruel... Triste... Amargo... Sofrido... Sim! Há poesia na morte, na loucura, na doença, na dor, na raiva, no ódio e na repulsa... Qualquer um que diga que não, a meu ver, está equivocado. Pois é por conta dessa poesia toda - que há no mundo e submundo - que os artistas, não se agüentam e precisam expressa-la. Alguns o fazem através dos versos e prosas para serem sentidos, lidos declamados, dramatizados... Toda doçura, azedume, alegria, tristeza, beleza e feiúra, amor e desamor, se farão presentes. Claro!! Outros mostram sua arte poética através das canções. Temos as mais variadas, entre estas, Hip hop, Rap, Funk... Aí, possível leitor, você me dirá : “Isso não é poesia!”. Ora... Claro que é...

Então, podemos resumir a poesia assim: “um jogo”, cujas peças são as palavras que se movimentam nas mãos hábeis e olhos atentos. O objetivo do “jogo” é despertar formas e formas de interpretar o mundo, de senti-lo [pincipalmente], de lê-lo – ousando, ou não - tentar entende-lo... Ganha o “jogo” quem o fizer melhor –“construindo as regras, ou jogando”.

Sim, “jogando”, pois na fruição ou, contemplação, movemos as peças e podemos “recriar as regras do jogo enquanto se joga”. O que tento dizer é que participamos, também, do ato de criação do autor , quando nos envolvemos, contemplando, fruindo... Tornando-nos co-autores numa atitude ativa e, não meramente passiva – como possa parecer. Onde tudo em nós se move e se envolve para dar sentido àquela arte que - em nós - "recriamos".

Texto inspirado no material: Ensino Fundamental de Nove Anos - MEC

Arte de Monet