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26 abril, 2009

O Educador Paulo Nathanael / Arnaldo Niskier

APÓS A LEITURA DO ARTIGO, VAMOS DIALOGAR SOBRE O ENSINO MÉDIO?? [Pensar, ao menos...]
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Foi uma cerimônia muito bonita, no auditório do CIEE/SP. Era a posse do educador Paulo Nathanael Pereira de Souza como membro efetivo da Academia Paulista de Letras. Na ocasião, suas varias ações, sobretudo como homem público, foram lembradas pelos oradores, um dos quais, entusiasmado, chegou a chamá-lo de “Santo”.

Conheci de perto a grande paixão de Paulo Nathanael Pereira de Souza pela educação brasileira durante os anos de convívio, no antigo e saudoso Conselho Federal de Educação. Suas intervenções, sempre sábias, constituíram permanente aprendizado. Minha admiração não era só pela figura do presidente do CFE, mas pelo especialista, notadamente em educação média e profissionalizante, que visitei, de uma feita, no Cenafor, também por ele comandado.

Não posso lhes garantir que ele, quanto mais velho ficou melhor. Por uma simples razão: suas ideias jamais envelheceram, como pude verificar ao fazer em parceria o livro “Educação, Estágio e Trabalho” (Editora Integrare), felizmente com muito sucesso. Aliás, devido às suas judiciosas considerações sobre a educação em nosso País, sempre uma prioridade verbal, mas não prática. Diz Paulo Nathanael, agora membro também da Academia Paulista de Letras e da Academia Brasileira de Educação (eleito na semana passada) que “o ensino médio brasileiro tem sido o calcanhar de Aquiles do sistema educacional. Jamais conseguiu definir o seu objetivo.”

Concordo inteiramente com a sua tese de que o segredo do ensino médio no Brasil é que ele não sabe realmente para que existe. Tanto isso é verdade que passou a ser a grande preocupação das autoridades no MEC, empenhadas na associação inteligente da formação propedêutica com a necessária visão profissionalizante. Todos concordamos que o ensino médio não pode ser apenas um corredor de acesso ao ensino superior. Novas necessidades sociais, econômicas e culturais obrigam a esse casamento, sem esquecer que o humanismo deve ser prevalecente, pois se deseja a formação integral do educando – e isso não pode ser secundarizado.

Defendemos, em conjunto, a melhor formação dos professores. Tudo o que é ensinado hoje na escola deve ser acompanhado da explicação clara da sua aplicabilidade na vida real. “Quando fui reitor de uma universidade, em São Paulo, não me cansei de proclamar essa necessidade.” – diz o mestre Nathanael, com a firmeza com que defende as suas convicções. Outro fato marcante em sua personalidade é a defesa intransigente do valor dos profissionais brasileiros. Por que essa mania de exaltar somente o que vem de fora, como se ainda vivêssemos a fase de predomínio dos índios botocudos?

Não se pode deixar de admirar o educador Paulo Nathanael Pereira de Souza, também, pelo muito que fez na direção do Centro de Integração Empresa-Escola Nacional. Foram anos de grande produtividade, com a incorporação de um número recorde de estagiários e aprendizes, com uma particularidade essencial: todos estão sendo orientados com uma visão moderna, para o futuro, com o pleno emprego da educação à distância e de outras tecnologias de ponta. É um brasileiro que merece todas as homenagens, um dos melhores amigos que fiz na vida.

*****Jornal do Commercio (RJ), 13/4/2009

04 janeiro, 2009

PRECARIZAÇÃO NO ENSINO :

Enquanto isso no Piauí...
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Educação no estado do Piauí tem déficit de 6 mil professores

As declarações do governador Wellington Dias (PT) e da secretária de administração Regina Sousa de que o Estado não realizará concursos públicos em 2009 vai de encontro a um sério problema na Secretaria de Educação.

Segundo Antônio José Medeiros, secretário daquela pasta, o Piauí tem um déficit de 6.350 professores, e estes cargos em vacância são ocupados por substitutos.

Essa precarização no ensino não poderá ser resolvida de imediato por conta das determinações de suspender quaisquer contratações no ano que chega.

Segundo informações, os Estados da Paraíba, Sergipe e Pernambuco estão em processo de seleção de professores para a rede estadual de ensino, mesmo com a previsão de uma crise financeira.

No Piauí, a determinação é exatamente outra: conter a folha de pagamento ao máximo possível.

"Por conta da crise internacional, vamos esperar até o final do próximo ano para realizar concurso público. Temos muita carência em professores de Física, Química, Matemática e educação artística, principalmente no interior do Estado", explica Antonio José Medeiros.

O secretário de educação afirma que para minimizar esse problema o Estado irá convocar aqueles profissionais que estão à disposição de outros órgãos e secretarias para voltarem às atividades de trabalho na Educação. "Não podemos aumentar a folha de pagamento sem saber os impactos da crise, e é uma determinação do governador", afirma.

Mas, segundo o secretário, a realização de concurso público parece inevitável naquela pasta, uma vez que são muitos os professores substitutos, e dentre as metas daquela pasta no próximo ano está a ampliação da rede de ensino técnico e profissionalizante.

Antônio José adianta que em 2009, cerca de R$ 30 milhões serão aplicados no ensino profissionalizante do Piauí através do programa federal "Brasil Profissionalizado". Serão 22 milhões para salas de aula e unidades de ensino e R$ 8 milhões em laboratórios.

"Vamos passar de 29 para 35 escolas profissionalizantes e melhorar os laboratórios que já temos e construir outros.

No que se refere às escolas de ensino médio vamos reformar 150 delas, e já estamos regularizando os terrenos para a construção de outras, é uma da metas de 2009", acrescenta Antônio José Medeiros.
DP
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Fonte: TV Canal 13, Brasil