12 maio, 2010

Fundeb

Estados deixaram de repassar R$ 1,2 bilhão para ensino básico em 2009

Matéria publicada em 10/05/2010 às 11h28m

Demétrio Weber - Jornal O Globo - Educação


BRASÍLIA - O Ministério da Educação (MEC) constatou que 21 estados deixaram de aplicar R$ 1,2 bilhão em ensino básico no ano passado. O dinheiro deveria ter sido repassado ao Fundeb (Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica), principal mecanismo de financiamento da rede pública. Mas, numa espécie de sonegação contábil, acabou livre para custear outras atividades.



O MEC já alertou os tribunais de contas dos estados e municípios, os ministérios públicos federal e estadual, os conselhos de acompanhamento e controle social do Fundeb e os respectivos governos estaduais. Convencido de que é preciso aumentar os investimentos em educação, o ministério quer evitar desvios nas verbas legalmente reservadas para o ensino.



Leia mais:
Fundeb: investimentos por aluno em 2010 ficará abaixo no necessário para ensino de qualidade

2 comentários:

Taninha Nascimento disse...

Bem...

É uma pena.

E o que tenho dito e repetido é que o Brasil precisa gastar dinheiro com a Educação. Enquanto isto não for meta e prioridade, o País não estará levando a questão a sério e não terá o salto qualitativo que pretende nem a médio nem a longo prazo - nem a perder de vista.

Simplesmente não avançará. As conquistas serão pura ilusão. Castelos de areia sobre a areia.

KA disse...

Taninha,

Essa matéria da uma exata noção do que acontece. O governo federal já repassa poucos recursos para a educação, e quando chega nos Estados, esses recursos são desviados para fazer politicagem. E depois são repassados aos municipios, que tem que comprovar a aplicação, mas acabam desviando mais uma parte. Então...o que sobra realmente para a educação?

Sobra as sobras e o resultado é o que vemos hoje. Acredito que o governo federal começou a mudar essa situação, mas gostaria de ver era a EDUCAÇÃO, sendo prioridade nacional, porque não é do dia para noite que consegue mudar isso; o que for feito hoje, irá aparecer somente daqui alguns anos.