24 agosto, 2009

Mas... Como assim??


Luiz Inácio Lula da Silva e Evo Morales

6 comentários:

KA disse...

Taninha...
Só rindo mesmo...
Olha só o que esse sujeito é capaz:

"Estou afirmando, isto sim, que, em nome de afinidades ideológicas - com Evo, Chávez, Rafael Correa e as Farc -, o governo petista se torna um ALIADO OBJETIVO do narcotráfico, que responde por boa parte dos 50 mil homicídios que ocorrem por ano no Brasil. Um verdadeiro flagelo."

Isso quem escreveu foi esse blogueiro da veja. Só podia ser. Então está explicado.

Taninha, a Bolívia é o pais mais pobre da América de Sul. É justo que o Brasil -como a maior liderança do continente, tenha alguma participação em tentar minorar o problema. Lula esteve com Morales, onde anunciou que a Bolívia, poderá exportar até US$ 21 milhões para o Brasil, livre de impostos. Esse mesmo montante os EEUU cortou da Bolívia em dezembro de 2008.

O artigo opinativo do blogueiro da veja, induz as pessoas a pensarem que os dois presidentes estão apoiando o narcotráfico. Pelo contrário, houve um comunicado conjunto prometendo intensificar o combate.

Esse blogueiro da veja -desculpe- mas é mais um que apenas desinforma. A linha editorial daquela revista é essa. Alguns articulistas dela, que ja comentei certa vez, seguem essa linha. Agora, fazem escola.

Procurei outras fontes e do sisudo Estadão, tem uma notícia informativa sobre o encontro.

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,lula-anuncia-medidas-de-ajuda-financeira-a-bolivia,423020,0.htm

Abraços Taninha

Taninha disse...

Oi, KA!

Eu assisti aos pronunciamentos em plenário pela TV Senado. Sobre o assunto, o senador Alvaro Dias [PSDB-PR] tem a seguinte opinião:

"O governo boliviano estimula o narcotráfico e o Brasil tem sido a principal vítima. Através desse acordo, a Bolívia vai exportar para o nosso país até US$ 21 milhões de produtos têxteis com tarifa zero. Não considero oportuno o Brasil substituir os EUA nesse acordo de condições tão excepcionais, oferecendo regalias a um país que ostensivamente não coopera no combate ao narcotráfico na região".

Bem, a região do Chapare é considerada a maior produtora de cocaína da Bolívia e berço político do presidente Evo Morales...

E, embora o senador João Pedro [PT-AM] tenha ponderado acerca da diferença que existe entre a folha de coca e a cocaína, lembrando que a folha faz parte da cultura da população andina e dos povos da Amazônia - sobretudo os indígenas -, achei que a imagem do Lula usando o tal colar não caiu bem não...

o senador Alvaro Dias falou também do convênio assinado por Lula para a liberação de cerca de US$ 332 milhões para a construção de uma estrada - a Transcocalera - e, remeteu às nossas rodovias que necessitam tanto de restauração - mas, sob a alegação de falta de recursos, nada é feito...

[Nossa! Quanto dinheiro!]

Então, KA, é claro que o Brasil deve tentar minorar os problemas da Bolívia. E, também, é claro que o Lula NÃO está apoiando o narcotráfico! Mas vamos combinar que, de colar de folha de coca, o nosso presidente não ficou mesmo nada bem.

Essa imagem pode doer no coração de quem já perdeu entes queridos e também daqueles que sofrem com os dramas que as drogas geram diariamente.

O colar é uma questão de cultura daquele povo, como uma saudação havaiana, por exemplo??
Que seja... Mas, no caso, que fica difícil dissociar "uma coisa da outra" fica.

Taninha disse...

Bem, KA...

Se , agora, portar droga para uso próprio não é mais crime, que mal há no uso dum simples colar por uns poucos minutinhos - não é?

Pois é...

Mas se não é proibido portar [para uso próprio], é proibido vender [para uso alheio]?
Ué...

...

?

Nossa! Eu sei que a Lei sobre o assunto é novíssima e há uma nova ótica sobre o usuário. Mas eu acho isso tudo - no mínimo - perigoso .

KA disse...

Taninha,

Estou contigo. Você tem toda razão. É um tremendo furo a assessoria deixar o presidente colocar um colar que pode trazer uma imagem negativa. Se ele fosse candidato na Bolívia, estaria explicado. Mas não é. Então...!!! Foi bobeira mesmo.

Em relação ao narcotráfico, assino em baixo o que você disse. Mais uma vez você tem razão.

Os fatos estão ai para serem analisados. Mas que seja feito com critério e ética.

Aquele artigo do blogueiro de veja, é opinativo. A linha da revista é declaradamente contra o presidente. Pode até ser contra, mas distorcer fatos como fazem, não é aceitável.

Acredito que se ao invés de um texto opinativo, fosse escolhido um texto informativo como o do Estadão,

(http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,lula-anuncia-medidas-de-ajuda-financeira-a-bolivia,423020,0.htm)-

teriamos melhores resultados nas análises.

As conclusões que você chegou, chegariamos, certamente. Mas sem se sentir direcionados por uma opnião de terceiro.

Gosto muito de seus comentários, pois você aborda os vários aspectos da questão, fazendo-nos refletir, lembrando somente que -na minha opnião- um texto informativo traria melhores resultados.

Abração Taninha

Taninha disse...

Oi, KA!

Num post anterior, tecemos alguns comentários acerca do diploma de jornalismo. Pois bem, eis um bom exemplo quando colocamos a questão dos blogs.
eu penso que um blogueiro - ainda que sendo jornalista - não resiste a se colocar como qualquer outro blogueiro expressando a sua própria opinião. Será o caso do "supracitado"? Pois é...

O "jornalismo cidadão" criticado, principalmente, pelos jornalistas mais, digamos, tradicionais é exercido por estes. Não se abster da própria opinião é o que mais me chama atenção no jornalismo de hoje. E vemos isso claramente nos blogs desses jornalistas famosos. E, isso também, acaba por colocar a todos num mesmo patamar: críticos.

Continuo a achar que o diploma não deve acabar. Entretanto, esse caminho do "jornalismo cidadão" é sem volta. Notícia com abstenção da opinião de quem dá a notícia será praticamente uma arte... A arte de resistir a tentação [da crítica ]...rsss...



Bjs!

Taninha

KA disse...

Taninha...

O que seriam dos blogs se não fossem opnativos, reflexivos...? Isso faz parte deles. O que questionei desde o início, é o seguinte: Não teriamos melhor resultado de análise de um fato, se ao invés de partimos de um texto opnativo, -e declaradamente anti-Lula, como é aquele da revista veja- partíssemos de um texto apenas informativo? Se assim fosse, quem quisesse dar a opnião, a partir do texto inicial, não seria direcionado a aceitar apenas um lado do fato, teria uma abrangência maior.
Acredito que ao partirmos de um texto opinativo estamos sendo direcionados a apenas um lado do fato; principalmente quando é narrado buscando vender aquilo que interessa a quem o produziu. Muitos leitores não conseguem fazer essa distinção e a impressão que fica é que aquela opnião inicial é a verdade. E no caso citado, não é...

Abração
Taninha