01 dezembro, 2008

Entrevista

Esta manhã, antes de sair para o trabalho, li esta matéria na revista on line "ISTO É - Independente ". Vale a pena conferir. Fernando Haddad: "Professor não tem que fazer voto de pobreza" O ministro da Educação diz que o País acordou tarde para a agenda educacional e que vai ao STF pelo piso de R$ 950 Por Hugo Marques e Octávio Costa Se tudo ocorrer conforme o projeto do governo, a educação do Brasil em 2021 estará nos níveis dos países desenvolvidos. Mas o ministro da Educação, Fernando Haddad, ressalta que não existe uma "bala de prata" para resolver problemas estruturais. "O Brasil foi o último país a acordar para a agenda da educação", afirma Haddad. Só a partir da Constituição de 1988, diz ele, é que o País se deu conta da dimensão do problema educacional. De lá para cá, houve progressos. Recentemente, em conversa com o governador de São Paulo, José Serra, Haddad lembrou que 3% dos brasileiros terminaram o ensino médio quando ele também concluiu, aos 18 anos. Hoje, 32% terminam o ensino médio nessa faixa etária. Nesta entrevista à ISTOÉ, Haddad defende o piso de R$ 950 para professores e o projeto aprovado pela Câmara dos Deputados que obriga universidades federais a destinar metade das vagas a alunos de escola pública. O ministro também diz que voltará à sala de aula quando deixar o cargo. Continuem a leitura em : http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2039/artigo117700-1.htm

Um comentário:

Taninha Nascimento. disse...

Eu não vou entrar na questão salarial dos professores, por entender que a prática de um bom docente simplesmente não tem preço... Essa proposta de piso - para os professores que trabalham em regiões pobres - é o mínimo do mínimo do mínimo... [!]

“Quero comentar a seguinte fala do ministro: “... “O Brasil foi o último país a acordar para a agenda da educação”, afirma Haddad. Só a partir da Constituição de 1988, diz ele, é que o País se deu conta da dimensão do problema educacional. De lá para cá, houve progressos. Recentemente, em conversa com o governador de São Paulo, José Serra, Haddad lembrou que 3% dos brasileiros terminaram o ensino médio quando ele também concluiu, aos 18 anos. Hoje, 32% terminam o ensino médio nessa faixa etária.”

Poxa... “O Brasil foi o ultimo país a acordar...”. Difícil não me remeter ao Hino Nacional:
“... Deitado eternamente...”.

Brincadeiras à parte, infelizmente, a educação sempre caminhou e caminha a passos muitos lentos.

Veja essa análise da legislação educacional brasileira (MEC):

Lei n.º 4.024/1961 – estabeleceu quatro anos de escolaridade obrigatória; com o acordo de Punta Del Este e Santiago, de 1970, estendeu-se para seis anos.

Lei n.º 5692/1971 – determinou a extensão da obrigatoriedade para oito anos.

Lei n.º 9394/1996 – sinalizou para um ensino obrigatório de nove anos de duração, ao iniciar-se aos seis anos de idade, que, tornou-se meta da educação nacional pela Lei n.º 10172/2001 que aprovou o Plano Nacional de Educação (PNE).

Lei n.º 11.274, de 6 de fevereiro de 2006- que institui o ensino fundamental de nove anos de duração com a inclusão das crianças de seis anos de idade.